Olha lá
Sob a densa e escura névoa de prata
Anseiam os teus olhos pela luz dourada?
As horas voam lestas
E de tristeza sensata,
Na sua pressa alada
Salpicam a áurea esperança
E ainda que tudo arda
Excepto a dúvida que me mata,
A essa tua presença fechada
Pergunto sem sequer ousar:
Sob a densa e escura névoa de prata
Anseiam os teus olhos pela luz dourada?
Anónimo

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